Definição
A primeira etapa organiza a intervenção pela lógica de risco e resposta: remover, com método e por tempo definido, gatilhos alimentares, fatores irritantes e causas prováveis dos sintomas gastrointestinais. 'Remover' é uma decisão clínica estruturada, com hipótese, prazo e critério de resposta, e não uma eliminação alimentar crônica ou um 'detox'. O objetivo é reduzir ruído para enxergar o que realmente importa, sem empobrecer a diversidade alimentar.
Objetivo
Identificar e reduzir gatilhos plausíveis que sustentam os sintomas, antes de qualquer reposição ou suplementação.
Exemplos educacionais
Exemplos de categorias que costumam entrar nesta etapa. São ilustrativos, não uma prescrição, a escolha e a dose são decisões profissionais e individuais.
- Estratégias dietéticas estruturadas com fase de reintrodução (ex.: abordagens tipo low-FODMAP, quando indicadas)
- Gatilhos comuns avaliados por hipótese: lactose, cafeína, álcool, ultraprocessados
- Investigação de fatores infecciosos, inflamatórios ou iatrogênicos por um profissional
- Revisão de medicamentos que possam contribuir para os sintomas, sempre com o prescritor
Cuidado importante
Restrição alimentar sem prazo, sem reintrodução e sem métrica é um risco, não um tratamento. Sinais de alarme (perda de peso, sangramento, anemia, febre, sintomas noturnos) exigem avaliação médica imediata, o 5R não é o primeiro passo nesses casos.
Perguntas frequentes
- Remover é fazer uma dieta restritiva?
- Não. Remover é uma etapa temporária e guiada por hipótese, com plano de reintrodução. Restrição crônica sem reavaliação vai contra o método.
- Preciso cortar glúten no Protocolo 5R?
- Não há uma regra única. A relevância do glúten é individual e, quando há suspeita de doença celíaca, ela deve ser investigada antes de qualquer exclusão. Essa é uma decisão profissional.