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Iogurte, kimchi e kombucha: o que muda quando os fermentados entram no prato

Um ensaio de Stanford acompanhou dois grupos por dez semanas. O que passou a comer mais fermentados ganhou diversidade na microbiota e baixou marcadores de inflamação.

Redação Protocolo 5R·

Alimentos fermentados são antigos como a própria culinária, mas voltaram à moda com promessa de intestino feliz. Entre o entusiasmo das redes e o ceticismo de quem já viu muita moda passar, um ensaio conduzido em Stanford resolveu medir, com método, o que acontece quando eles ocupam mais espaço no prato.

Dois caminhos, um objetivo

Os pesquisadores acompanharam 36 adultos saudáveis por dez semanas e os dividiram em dois caminhos: um grupo aumentou o consumo de alimentos fermentados, o outro aumentou o de fibras. Ambos são apostas clássicas para a saúde intestinal.

O grupo dos fermentados incluiu itens como iogurte, kefir, requeijão fermentado, kimchi e outros vegetais em conserva, bebidas de salmoura vegetal e kombucha. Quanto maior a porção, mais forte o efeito observado.

O que os fermentados fizeram

No grupo dos fermentados, a diversidade da microbiota aumentou, um sinal em geral associado a um ecossistema intestinal mais saudável. E houve uma queda ampla em marcadores de inflamação: os níveis de 19 proteínas inflamatórias diminuíram.

Curiosamente, o grupo que aumentou apenas as fibras não teve o mesmo ganho de diversidade no período. Isso não desmerece a fibra, que tem benefícios próprios e bem estabelecidos, mas mostra que fermentados e fibras não são a mesma ferramenta.

Como levar para a cozinha

A boa notícia é que fermentados são acessíveis e versáteis. Um iogurte natural sem açúcar, um pouco de chucrute ou kimchi como acompanhamento, uma bebida fermentada sem exagero de açúcar, tudo isso cabe na rotina.

Vale um cuidado: muitos produtos de prateleira que se dizem fermentados são pasteurizados ou cheios de açúcar, o que pode reduzir o efeito. Ler o rótulo e preferir versões vivas e menos adoçadas ajuda.

O que isso significa na prática

Introduzir fermentados aos poucos, observando a tolerância, costuma ser mais confortável do que começar com grandes porções. Preferir versões sem excesso de açúcar e realmente fermentadas potencializa o efeito. Quem tem condições intestinais específicas deve conversar com um profissional antes de aumentar muito.

O que ainda não sabemos

O estudo é pequeno e durou dez semanas, ainda não se sabe se o benefício se mantém a longo prazo nem quais fermentados, em qual quantidade, fazem mais diferença. Também falta entender como o efeito se comporta em quem já tem doenças intestinais.

No Protocolo 5R

Une as etapas Recolocar e Reinocular do Protocolo 5R: recolocar alimentos vivos e variados no prato e, com eles, apoiar a microbiota de forma natural, em vez de depender apenas de cápsulas.

Este conteúdo é educacional e informativo. Não substitui a avaliação de um profissional de saúde, não faz diagnóstico e não indica tratamento individual.

Base científica

BEvidência moderadaEnsaio clínico

Sustentada por ensaios clínicos ou coortes de boa qualidade, com alguma inconsistência ou limitação de aplicabilidade.

  • Ensaio clínico sobre dietas dirigidas à microbiota e estado imunológico humano

    Ensaio clínico · 2021 · acesso restrito

    Acessar o estudo original
  • Comunicado da Stanford Medicine sobre o estudo de alimentos fermentados

    Divulgação institucional · 2021 · acesso gratuito

    Acessar o estudo original

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